Encontro de Formação da Pastoral da Saúde foi sucesso

 “Meu coração está inundado de gratidão. Foi um dia de júbilo”. Desta forma, a Coordenadora da Pastoral da Saúde da Diocese de Joinville, Albertina Camilo, sintetiza os resultados do Eencontro de Fformação realizado no dia 19 de outubro, na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, bbairro Costa e Silva, em Joinville.

Mais de 50 pessoas, entre agentes e interessados na Pastoral da Saúde, , acompanharam a programação, que começou às 8h e se encerrou às 16h.

A participação de agentes de outras pastorais sociais abrilhantou ainda mais o evento. Os cafés e o almoço foram preparados por cinco integrantes da Pastoral Antialcoólica. A animação ficou a cargo de dois jovens que participam da Pastoral da Pessoa Idosa e da Renovação Carismática Católica (RCC).

O encontro recebeu pessoas de cidades de abrangência da Diocese e foi assessorado pelo Ppadre André Luiz Giombelli, Coordenador Regional da Pastoral da Saúde.

Fundamentado pelo Guia da América Latina e pelo Manual do Regional, ele falou sobre a definição, o histórico, a estrutura e os objetivos da Pastoral da Saúde, que nasceu para “evangelizar com renovado espírito missionário o mundo da saúde, à luz da opção preferencial pelos pobres e enfermos, participando da construção de uma sociedade justa e solidária a serviço da vida”.

Padre André Luiz destacou a importância do Encontro Diocesano de Formação para a Pastoral da Saúde. “É uma forte experiência de sinodalidade. Estarmos jr juntos para rezar, aprender, partilhar é fundamental para caminharmos juntos. Fica difícil ter uma direção comum no trabalho pastoral quando não se tem clareza das definições, dos objetivos, das diretrizes e das linhas de ação”, afirma.

Segundo ele, foi uma excelente oportunidade para aprofundar esses conhecimentos. “Além disso, o encontro evidenciou que a Pastoral da Saúde é uma missão que faz bem para quem nela atua, porque faz o bem para as pessoas, especialmente os doentes”.

Novo conceito de saúde

O conceito de saúde, que se aprimorou com o tempo, foi um dos assuntos destacados pelo Ppadre André Luiz. Lembrou que a atenção para com os doentes sempre foi uma das principais atividades da Igreja. Porém, até a década de 70 a atuação pastoral na área da saúde estava restrita aos enfermos. Quem atuava nesses cuidados era a Pastoral dos Enfermos. A medicina seguia a mesma linha, com foco nas práticas curativas.

A prevenção estava longe de fazer parte dessa realidade. Até que, aos poucos, a sociedade e a Igreja foram despertando para a necessidade de promover a saúde e não somente “tratar” da doença. Hoje, os cuidados com o ser humano em sua totalidade estão cada vez mais na base das atuações pastorais e médicas.

“A mudança do conceito de saúde expressa a novidade na compreensão da relação saúde-doença. A saúde deixaria de ser ausência de doenças e passaria a ser bem-estar nas mais diversas dimensões do ser humano”, diz Ppadre André Luiz.

No Brasil e em SC

O histórico de criação da Pastoral da Saúde (PS) no Brasil e em Santa Catarina mostra que, com foco, coragem, persistência e ardor missionário, é possível transformar a realidade das comunidades.

A Pastoral da Saúde foi instituída oficialmente como uma das pastorais sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 9 de maio de 1986. “É um organismo de ação social e sociedade cívico-religiosa, organizada por tempo indeterminado e com sede itinerante, sem fins lucrativos, legalmente constituída por estatuto e regimento interno próprios”. Os agentes atuam em três dimensões: Solidária, Comunitária e Político-Institucional.

As iniciativas para a organização da Pastoral da Saúde em Santa Catarina começaram bem antes, em 1975, quando a comunidade se movimentou para formar agentes “capazes de desenvolver ações de prevenção e educação sanitária”.

Segundo o Ppadre André Luiz, a primeira atividade registrada em Santa Catarina foi realizada na Diocese de Chapecó, por iniciativa de Dom José Gomes, com a Ação Social Diocesana. “O trabalho visava ao atendimento de comunidades carentes da área rural e da periferia da paróquia”.

Em 1976, por iniciativa de uma congregação religiosa, iniciou-se um trabalho de saúde comunitária também em algumas áreas da periferia de Florianópolis.

Em Joinville

A Pastoral da Saúde deu os primeiros passos concretos em Joinville nos anos de 1980. Em 1981, a Campanha da Fraternidade trouxe o tema “Saúde para Todos”, e isso deu um forte impulso na caminhada pela construção da Pastoral da Saúde em níveis nacional e regionais. Possibilitou, por exemplo, a organização de um programa comum para as dioceses do Regional Sul IV, em que Joinville está inserida.

Um dos documentos mais antigos relacionados à Pastoral da Saúde da Diocese de Joinville encontrados nos arquivos da Cúria Diocesana é de 1988, dois anos depois de a Pastoral da Saúde ter sido oficialmente instituída pela CNBB.

Era uma época de efervescência política e comunitária. O Brasil estava prestes a promulgar a Constituição Cidadã, o que se daria em 5 de outubro de 1988, e a instituir o Sistema Único de Saúde (SUS), com a assinatura da Lei nº 8080 em 19 de setembro de 1990.

No documento de 1988 assinado pela irmã Magda, da equipe diocesana, foram listados os objetivos gerais, os objetivos específicos, as estratégias, a fundamentação doutrinária e as dimensões gerais da ação da Pastoral da Saúde da Diocese de Joinville.

“É uma honra dar prosseguimento a um trabalho tão enriquecedor”, diz Albertina Camilo.

Texto: Coordenação da Pastoral da Saúde da Diocese de Joinville.
Fotos: Divulgação